Um dos meus últimos trabalhos. Ainda feito no Blender 2.49 e o Yafaray.
Esta versão do Yafaray apresenta um probleminha com as texturas Alpha (muito utilizado para inserir foto de pessoas na maquete) que neste caso foram utilizadas para todas as árvores da cena.
Material na internet não aponta uma solução para tal problema. Espero que a versão mais recente do renderizador tenha solucionado este imprevisto.
A saída neste caso seria modelar as árvores, o que aumentaria e muito o tempo de renderização.
Talvez ainda o faça. Sinto falta de pessoas na cena tb. O que lhe daria vida.
Navegando pela internet vire e mexe encontramos materiais muito ricos.
Como já faz tempo que defendo que um bom desenho pode levar a um bom trabalho em qualquer área, venho apresentar um blog que achei rico neste sentido.
Neste blog encontramos outros links de profissionais que continuam utilizando o que hoje tratamos como técnicas tradicionais de representação.
Particularmente acho o trabalho muito bem resolvido e inspirador. Deve ser um desafio manter a produção de aquarelas e desenhos da representação em arquitetura frente aos mais desenvolvidos programas que hoje temos disponíveis no mercado.
A defesa pelo desenho (base do planejamento em arquitetura e urbanismo) é que ele ajuda na percepção da realidade, dos objetos, de seus detalhes e de seu conjunto. Além de ser uma forma ágil de expressar uma ideia em termos de projeto, sem a exigência do dimensionamento perfeito neste primeiro momento de elaboração. O que pode auxiliar o arquiteto e o artista (de computação gráfica ou de outras áreas).
Outro Blog que indico é o Urban sketchers (desenhistas urbanos). Você verá trabalhos de vários artistas do globo trabalhando uma única temática: o desenho de espaços públicos, de mercados, de ruas e avenidas e de gente é claro. Mas não é projeto e sim mera observação e representação do que se vê.
Este tipo de trabalho pode ser incorporado na arquitetura de diverdas maneiras mas uma que chama a atenção seria na elaboração de diagnósticos de certos espaços a partir do momento que seu enfoque é a observação do que é dado. Além do próprio prazer de desenhar a paisagem que se encontra à vista.
Uma citação para reflexão:
"Para mim, mais do que a arte conceitual, a grande contribuição da arte do século XX para a liberdade artística foi o abstracionismo. (...) mas penso que perceber que a arte despreza a forma que vê para inventar novas realidades e não meramente as reproduzir, parece ser a grande porta que nos foi aberta desde o advento da fotografia."
"(...) não aceitar a realidade tal qual ela se apresenta, não reproduzi-la como servente da verdade imposta, mas apresentar novos modelos, novas possibilidades de existência."
Fernando Chuí - músico e professor de desenho.
Do Livro Diálogos / Desenho de Márcia Tiburi e Fernando Chuí.
É hoje! O lançamento do curta-metragem feito pelo Instituto Blender intitulado Tears of Steel.
Um dos desafios deste tipo de projeto está em entregar ao público um filme de qualidade hollywoodiana (fazer o que?) e aprimorar a ferramenta Blender para grandes produções. Tecnicamente, o grande avanço do filme está na utilização do Câmera Tracking - esta função permite a interação entre imagens geradas no Blender com o que foi filmado na realidade.
Outro grande desafio e que já não é de ordem técnica, mas de cunho orçamentário, está no financiamento de tal projeto.
Como manter tal estrutura? Como pagar os artistas envolvidos e os programadores que melhoram o programa? Como pagar o espaço, o cafezinho, a limpeza?
As estratégias utilizadas neste caso foram:
1- Pré-vendas de DVD´s com tutoriais dos recursos que foram utilizados no filme;
2- Doação de recursos com a garantia de que o nome do doador irá sair nos créditos do filme;
Este tipo de financiamento tem sido tratado como Financiamento Coletivo ou Crowdfunding.
Chamo atenção para a questão de orçamento devido à necessidade de uma equipe e equipamentos para a realização deste tipo de trabalho.
O Financiamento Coletivo tem regras básicas muito parecidas com a de qualquer financiamento: a sua base é a confiança. Normalmente, ele vai ganhando força a partir da apresentação de produções anteriores. Ou seja: tem que mostrar ao público que vc é capaz de levar seus projetos até o fim.
Outro fator relevante é ter um Portfólio básico. Conhecimento em planejamento, gestão de recursos e pessoal também o ajudará a arrecadar fundos para seu filme.
Enfim... conhecer a ferramenta é importante mas conhecer de planejamento o fará dar o próximo passo em termos de profissionalização.
Quem se embrenha neste processo de aprendizagem da computação gráfica voltada para aplicação em Arquitetura, verá que existe uma forte relação, se a aplicação for a elaboração de maquetes eletrônicas ou vistas do projeto, com a fotografia. Em dois pontos básicos o conhecimento relacionado a produção de fotografias irá ajudá-lo na melhoria de suas imagens:
1- composição: ou organização dos elementos para uma melhor percepção do conteúdo;
2- iluminação: afinal de contas, a luz é o principal elemento que o fotógrafo utiliza para criar imagens e o mais importante criar um clima na composição.
O item 1 está ligado a desenho e o item 2 está ligado à cor, ambiência, tonalidades, gamas, texturas.
Assim, quem quiser conhecer um pouco sobre o assunto, e se houver condições de vir a Uberlândia, fica a indicação do curso acima.