PROJETO RECENTE 2014

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segunda-feira, 11 de agosto de 2014

VENDA SEU PEIXE!

Este final de semana tive contato com um livro que ganhei já faz um tempo. Lá pelos meados de 2007. Na época, o li mas ainda não havia experiência de mercado de trabalho para ligar o conteúdo do livro à prática.

O  nome do livro? Venda seu peixe de José Augusto Minarelli.

Livro simples, leitura gostosa e muito próximo da realidade dos prestadores de serviços.

Sim...você (melhor dizendo...nós)!  

A não ser que decida montar uma empresa de games e vender games ou montar uma empresa de animação e vender DVD´s de animação, provavelmente você será um prestador de serviço.

Na elaboração de uma maquete eletrônica ou de uma vinheta de televisão ou uma animação para uma webpage, tudo isto é prestação de serviço.

Quem já fez alguns dos cursos do SEBRAE irá entender que eles são ótimos para formatação de preço, plano de negócios e plano de marketing. Mas sempre tive que adaptar o conteúdo para a realidade do prestador de serviço pois estes cursos foram montados para quem quer vender um produto.

Neste livro a história é outra. O enfoque do autor está em você. Isso mesmo... a diferença básica entre um prestador de serviço e um produto é a pessoa do prestador de serviço. 

Toda esta relação é na base da confiança e da rede de relacionamento que você gera. Se a coca cola vende independente do local em que é comercializada já o prestador de serviço é o "produto".

A pessoa contrata o profissional baseado em critérios mais de ordem psicológica e na confiança do que na publicidade em que ele investe - diferente do produto.

Portanto, um conjunto de fatores irá influenciar na sua contratação. Tem experiência prévia? Alguém te indicou? Cumpre o prometido em termos de orçamento e prazo? É honesto e ético? Conhece profundamente aquilo que se propõe a fazer? Está antenado nas novidades e no mercado? Afinal.... se a pessoa te contrata é porque em tese você sabe mais sobre um assunto do que ela.

Outro fator que ajuda, porém de maior dificuldade de percepção: o cliente percebe que o investimento que faz em você está trazendo retorno para o negócio dele? Se conseguir deixar claro isso, a probabilidade de ser contratado é enorme.

Já são 10 anos de prestação de serviço e posso afirmar que a indicação, a dedicação em atender o cliente, a formatação do seu preço e o controle sobre a qualidade do que você entrega e tempo para realizar isso são itens de primeira grandeza para o prestador de serviços. 

Portanto, há de se investir em:
- Gerenciamento do seu tempo;
- Gerenciamento da qualidade;
- Gerenciamento do seu marketing;
- Gerenciamento de colaboradores;

Pare para observar: você contrata um médico ou dentista simplesmente abrindo a lista telefônica? Muito raro. Normalmente, estes profissionais são selecionados porque alguém comentou sobre o atendimento desta pessoa.

Isso não quer dizer que não se deva investir em webpages, divulgação na lista telefônica, redes sociais e outras mídias. Toda esta divulgação dará ao cliente maior tranquilidade de que você existe, já tem um tempo de atuação e experiência. 

Neste sentido... não somos muito diferentes do bom e velho pedreiro ou mestre de obra. Uma indicação de um amigo ou conhecido sempre cai bem. Cada cliente ou contato que você fizer vale ouro. Mesmo que ele não te contrate aqui e agora poderá fazer a posteriori.

Em tempos de rede social em que sua moral pode ser levantada tão rápido quanto rebaixada, os detalhes fazem a diferença.






quarta-feira, 30 de julho de 2014

SOFTWARE LIVRE X PIRATARIA

Em um texto do site UOL publicado nesta quarta feira, Sady Jacques e Thomas Soares
tratam da questão sobre software livre - PIRATARIA E SOFTWARE LIVRE.

Muito já se disse sobre o assunto mas o mesmo aponta uma visão muito interessante e nova. A de que a pirataria seria muito mais maléfica a quem compra do que necessariamente para quem vende.

O argumento é muito simples. A de que um usuário comum dificilmente irá desembolsar grandes valores em um software de propriedade. Mas compra o mesmo via pirataria a um preço acessível. Com tal prática gera-se uma massa de pessoas que conhece somente aquele software. Caso venham a montar um negócio ou trabalhar em uma empresa adivinhem com qual software irão preferir usar?  A pirataria é na prática uma ótima forma de Marketing. Prende o usuário ao produto (isso os faz lembrar de alguma outra prática comercial semelhante?)

Nas empresas formalizadas o uso de software pirata normalmente é bem restritivo e há a exigência da aquisição do software propriedade - normalmente, apresenta-se a nota fiscal do programa no pedido de alvará de funcionamento nas prefeituras quando o seu empreendimento é voltado para o uso de software - escolas de informática são bem requisitadas no assunto. 

Lógico que a prática de usar somente um conjunto x de programas tende ao monopólio de determinados programas ou empresas. O que para a livre concorrência é tão ruim quanto o socialismo de Estado.

A saída apontada no texto seria o uso e investimento no desenvolvimento do software livre. O mesmo possibilitaria que o usuário modelasse o programa para o seu interesse. É o máximo da customização.

O artigo cita ainda que no início da corrida dessa indústria, a IBM tinha muito mais interesse em comercializar melhores hardwares do que comercializar software ou programas.

Enfim... não é de fato demonizar as empresas de software mas entender que a cultura do software livre pode aprofundar a democratização da informática. Principalmente em um país tão precário como o nosso. Logicamente, o modelo de negócio para se ganhar o vil metal passa por outras instâncias que o da comercialização do programa.

Softwares livres que os usuários do Blender normalmente utilizam:
- O próprio Blender;
- O editor de imagens que substitui perfeitamente o Photoshop - que é o Gimp;
- O ótimo substituto do Corel Draw que é o Inkscape;

Com o avanço da tecnologia BIM, tem faltado neste cenário de software livre, uma alternativa de parametrização ao já batido Revit. O Sketch up tem apontado uma solução interessante - nasceu com um DNA mas captou o conceito BIM (e não somente o do Autocad Revit) e têm com isso desenvolvido soluções que atendam aos usuários do software a um preço acessível.

Um escritório de arquitetura em Belo Horizonte tem contribuído e muito com tal perspectiva - ver BIM BOM.

Mas fica a pergunta? Poderia o Blender ser adaptado para tal conceito BIM? Já vi algumas tentativas promissoras - ver: yorik

Por fim, como ganhar dinheiro com software livre se não posso vendê-lo?

As soluções estão abertas: 

- As possibilidades mais recentes passam pela comercialização de alguns módulos que agilizam algumas atividades ou rotinas de um determinado trabalho, blocos de objetos e texturas de qualidade - ver: cgcookiemarkets.com

- Publicação de tutoriais via internet e anexação de publicidade - claro que demanda a constante busca por ampliação de sua audiência e visibilidade;

- Geração de produtos para veiculação nas mídias tradicionais - como animações ou vinhetas;

- Livros tutoriais ensinado métodos cada vez melhores de aplicar o programa.


segunda-feira, 14 de julho de 2014

TRILHA SONORA PARA SUAS ANIMAÇÕES

Em homenagem ao dia do Rock, hoje o site irá tratar de música.

Quem trabalha com computação gráfica normalmente é mais focado na elaboração de imagens de impacto e dos diversos problemas técnicos que devem ser domados para dar vida a sua ideia que quase nunca nos preocupamos com a integração entre som e imagem.

Normalmente, quem pensa a imagem e som em conjunto tradicionalmente é o Diretor.  

Há quem diga que a música de modo sutil nos induz a ver o filme de um modo, tirando a liberdade do observador de reagir conforme sua visão de mundo ou repertório as imagens apresentadas.

No novo filme do Homem de Aço, vários sites na internet e logicamente muitos internautas perguntavam se a trilha sonora de John Williams iria aparecer no filme. Para quem nunca ouviu falar da pessoa basta ouvir a tradicional trilha sonora dos Filmes do Superman da década de 80. Duvido que exista ser humano na face da Terra que já não a tenha ouvido.

Para quem não faz ideia quem é John Williams (de que planeta você é mesmo?) ver este site: As mais 10 de John Williams

Outro diretor que gosta de trabalhar muito bem a música em seus filmes é Cameron  Crowe. Desde o já muito conhecido Vida de Solteiro ( filme que tem como pano de fundo a música de Seattle da década de 90 conhecida hoje como Grunge) até o mais recente Compramos um Zoológico (2011), seu zelo com a música é uma boa referência. 

A relação entre música e imagem é bem antiga. Na modernidade, uma das referências é a música de Richard Wagner onde já articulava teatro e música para levar a platéia a outras dimensões. Tudo isso na virada do século XIX para o século XX. Não demorou nada para o cinema incorporar a ideia. Inicialmente com uma orquestra ao vivo! O filme com som ainda iria levar algumas décadas para existir. 

Mas onde quero eu chegar com isso?

Disponibilizar aos interessados um site já bem conhecido de música de diversos tipos: dig.ccmixter.org. Algumas são livres para baixar e usar. Outras estão à venda. Cada uma tem sua regra. Se usar há a orientação de citar o autor. 

Para encerrar, curtam as duas trilhas de Hans Zimmer para o Homem de Aço. 

Quando você houve a música o que te vem à mente?











Eis o que achei: John Williams x Hans Zimmer
Muito bom os dois!

quinta-feira, 22 de maio de 2014

APRESENTAÇÃO DE PRODUTOS

Olá... quanto tempo hã?

Bom...apesar de estar no site oficial do Blender, selecionei esta apresentação por ser um bom exemplo de demonstração de produto. 

Apesar do caráter mais comercial da apresentação - normalmente não há necessidade de muito acabamento na cena - ela demonstra a capacidade do Blender de gerar boas apresentações. Do produto, há a informação técnica e sua inserção em um cenário possível. Para o leigo ou comprador do produto é muito bom. Ele percebe como manipular o objeto.

                                         


REGRA BÁSICA DO DESIGN: As pessoas se identificam mais com a representação do objeto do que com desenhos técnicos. Normalmente, querem ver o produto acabado e não como executá-lo.

A workflow (fluxo de trabalho) foi a seguinte, segundo o autor da apresentação Jasperge:

- MODELAGEM: CAD E BLENDER;
- RIGGINS: MAYA;
- SKINNING: MAYA, SCRIPTS DE IMPORTAÇÃO E EXPORTAÇÃO, BLENDER;
- TEXTURA E MATERIAIS: NODES DO BLENDER;
- RENDERIZAÇÃO: BLENDER CYCLES;

- Recebeu os arquivos em CAD;
- Realizou a limpeza dos arquivos no Blender mesmo;
- Não ficou claro na descrição mas deve ter modelado no Blender; 
- Exportou para o MAYA afim de realizar os Riggings (restrição de movimentos do objeto) para facilitar a animação;
- Houve a necessidade de gerar scripts para facilitar o trabalho de importação dos riggings do Maya para o Blender - para ser mais específico a deformação da pele ou estrutura dos objetos - Skinning.
- Após isso veio a aplicação de textura e materiais - feito com Box UVmapping mesmo - não precisou abrir a superfície do material em UV mapping complexos;
- Usou Nodes para refinar a textura e materiais;
- Enfim... a renderização em Cycles - que neste caso é uma novidade, pois não se tem muitas animações usando tal render engine;

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

SOFTWARE QUE MODELA ROUPA

artista: Carlos Ortega

Recentemente tive uma conversa com um ex-colega de artes plásticas e ele comentou que a faculdade que ele deu aula estava procurando um pessoa para dar aula de Corel Draw para o curso de Moda.

Ele comentou que eles estavam ensinando o Autocad para a confecção de moldes. Os moldes são os recortes que normalmente são feitos para auxiliar no corte do tecido. Após um conjunto de tecidos terem sido recortados seguindo um conjunto de moldes, ao costurar tais pedaços temos no conjunto da obra, a roupa desejada.

Eis que recentemente descobri um programa que pode ser útil para aqueles que trabalham em tal setor.

É o Marvelous Designer. Apesar de ainda não ter utilizado o programa ele tem sido aplicado em diversos setores. Mesmo na inserção de personagem em filmes ou em maquetes eletrônicas.



Este é um avanço sem igual pois trabalhar com roupa não é tarefa fácil para o artistas em computação gráfica em função da quantidade de polígonos que o tecido gera e das especifidades de espessura e queda do tecido. 

No Blender existem recursos para simular tecido e a queda do mesmo o que demanda alterações de algumas caixas numéricas. Não é tão simples quanto o Marvelous Designer mas ajuda se não houver outro recurso.

No site do programa tem vários exemplos. A aquisição do mesmo se dá por assinatura - forma original de comercializar o programa. A assinatura pode ser mensal ou anual. 

Conferir no link: http://www.marvelousdesigner.com/marvelousdesigner/pricing/


trabalho do artista mexicano Carlos Ortega: link - Zigrafus

O artista usou neste modelo vários softwares:
- para o vestido: usou o Marvelous Designer;
- Textura da cena e modelagem da garota: usou o Mudbox;
- Retopologia da roupa e alguns detalhes: usou o ZBrush;
- O fundo: usou o Photoshop;


quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

ILUMINAÇÃO: O SEGREDO DOS TRÊS PONTOS

Quem inicia a pesquisa nesta área de maquete eletrônica verá cedo ou tarde um macete para geração de iluminação básica para apresentar objetos ou pessoas.

É um esquema bem simples e muito utilizado nos filmes e em muitas fotografias principalmente quando necessitam apresentar a pessoa e destacá-la do fundo.

Que fique claro que este é um esquema básico pois a iluminação de uma cena para ficar interessante demanda muito mais conhecimento do que locar três pontos de luz direcionado ao objeto.

O link: http://www.mediacollege.com/lighting/three-point/ você poderá conhecer sobre o assunto de modo simples e logo abaixo simular o aspecto da aplicação destes três pontos. 

No http://en.wikipedia.org/wiki/Three-point_lighting também há um vídeo tratando do assunto e um texto explicando o conteúdo. Neste link eles apontam um quarto ponto que serve para iluminar o fundo.

Síntese:

- Key light ou luz principal: ela serve para iluminar o objeto mostrando suas qualidades. É a luz mais forte da cena. Quando é inserida no mundo real, ela gera no lado oposto ao objeto que ilumina uma sombra muito forte, principalmente se estiver em um ambiente fechado - característico dos estúdios de cinema ou de fotografia. Normalmente ela é alocada em um ponto superior do objeto e não necessariamente em sua normal. Quando aplicada em pessoas ele evita o desconforto visual da luz direta aos olhos.

- Fill Light ou luz de preenchimento: Como a Key light gera uma sombra muito forte, o outro lado do objeto em relação à luz tende a ficar no escuro. Solução: aplicar uma luz de preenchimento. Ele irá suavizar a sombra e mostrar muito ou pouco deste objeto - dependendo do seu interesse. Normalmente ela é mais fraca que a Key Light e fica em um plano inferior à esta. Mas ponta para o objeto. Enfim, qualquer luz gerada para amenizar a sombra do objeto poderá ser tratada como Fill Light.

- Back Light ou luz de fundo: sua função é buscar destacar o objeto principal do fundo. Portanto ela é colocado ao fundo do objeto mas a luz é direcionada para o objeto. A preferência é inserí-la em um plano superior aos ombros ou um pouco acima do objeto. É a mais fraca da cena com o objetivo literal de destacar o objeto do fundo.



Para iluminação diria que este é o arroz com feijão. Básico porém a iluminação requer vários outros conhecimentos (que estou focando em adquirir neste momento). 

Uma das características mais interessantes da iluminação é criar uma ambientação ou como diriam os ingleses - mood. 



Quer saber mais?